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Tudo o que Vemos é Outra Coisa

Outubro

2026

Galeria Gravura Brasileira

convida para a abertura da exposição


"Tudo o que Vemos é Outra Coisa"


O artista Feres Khoury parte de uma citação do poeta português Fernando Pessoa para construir a sua próxima exposição na galeria Gravura Brasileira. Khoury irá expor livros de artista e colagens que revisitam a história da arte ocidental. Suas obras evocam palimpsestos onde imagens, poemas, tinta e folhas de ouro e prata criam novos significados.


abertura:

03 de outubro, sábado, 13-17h

rua Ásia, 219, Cerqueira César, São Paulo


exposição:

03 a 24 de outubro de 2026

entrada gratuita.





Feres Lourenço Khoury 

(Urupês, São Paulo, 1951).


Gravador, professor, arquiteto. Com traçado simples e expressivo, explora a luminosidade, as sombras e os contrastes do preto e do branco em suas gravuras.

Começa a participar de mostras coletivas em 1973, na exposição dos alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP), instituição onde se forma em 1979.

Em seu período de formação artística, frequenta os ateliês de Luís Dotto, Renina Katz (1925), Sérgio Fingermann (1953) e Rubens Matuck (1952). Em 1974, expõe na Trienal Latino-Americana de Grabado, realizada em Buenos Aires, e intensifica a exibição de seus trabalhos a partir de fins dos anos 1970, os quais, nesse momento inicial da carreira, têm pequenas dimensões.

No terreno da gravura, no qual lança as bases de sua produção, elege a xilogravura e, em seguida, a ponta-seca. A escolha desses meios técnicos é reveladora: são expressões econômicas e diretas, que descartam qualquer elemento intermediário (ácido, por exemplo) entre o gesto do gravador e seu suporte. Nos dois casos, nota-se a primazia concedida ao desenho, realizado na matriz de madeira ou na chapa de metal.

O artista procura retirar o máximo desses recursos, explorando gamas de luz e sombra, superfícies claras e escuras. As cores estão ausentes, com uso apenas de linhas, formas e espaços, elementos mais ou menos adensados.

Em 1979, funda com Matuck, Luise Weiss (1953) e Rosely Nakagawa (1954) a Editora João Pereira, com o objetivo de lançar gravuras originais de tiragem limitada. Pela editora, publica os álbuns 11 Gravuras (1979), 5 Litografias (1981), Círculo das Coisas (1982), 5 Xilogravuras (1988) e Álbum Comemorativo (1989). Em 1988, o trabalho do gravador recebe o 1º prêmio da 8ª Mostra de Gravura da Cidade de Curitiba.

Na década de 1990, Khoury a priorizar a ponta-seca e trabalha com formas geométricas mais elementares. A técnica auxilia a definir traços e linhas com mais nitidez, desenhando portas, ogivas, círculos ou áreas quadriculadas. As linhas vazadas encontram seu contraponto nas superfícies densas e aveludadas, preponderantemente negras, que podem assumir feitios geométricos ou curvilíneos.

Em 1997, defende doutorado em poéticas visuais na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Leciona na Faculdade Santa Marcelina e em 2009 torna-se professor com livre-docência da FAU/USP. Na década de 2000, participa de exposições no Museu de Arte Contemporânea (MAC), no Sesc Pompeia, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pina_), entre outros museus e centros culturais,

Feres Lourenço Khoury explora as potencialidades expressivas das gradações de luz e sombra e das formas geométricas. Além do ofício de gravador, atua como pesquisador e professor.

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