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Frater

Outubro

2026

Frater

Artur, Rubens e Carlos Matuck

curadoria Miguel Paladino

03 Outubro a 14 de Novembro

Artur Matuck (SP 1949)

Artur Matuck tem atuado como pesquisador, professor, escritor, produtor tanto no Brasil como em outros países. Tem ampla experiência em educação e pesquisa tendo já produzido eventos e conferencias nacionais e internacionais, bem como oferecido cursos avançados e palestras especializadas.

Em 1984, entrou para o quadro de docentes da ECA-USP, no Departamento de Artes Plásticas, lecionando Multimídia. Concluiu seu Doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da USP, com a tese “O Potencial Dialógico da Televisão” em 1989 e tornou-se Livre Docente em 2006. Desde 1999, ministra a disciplina de Comunicação Digital no Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo, na ECA-USP. Atualmente está aposentando mas ainda participa como professor-orientador nos programas de pós-graduação em Estética e História da Arte e em Humanidades e Direitos, ambos na USP.

Atua no Brasil e no exterior como professor, pesquisador, escritor e comunicador. Suas proposições e intervenções revelam uma pesquisa contínua e interdisciplinar, abrangendo áreas como Comunicações, Estudos Culturais, Artes Midiáticas, Literatura, Performance, História da Arte, Criação Computacional e Filosofia da Ciência.

Atua desde, 2020, como fundador e coordenador do Grupo de Pesquisa em Alterciência e Intercomunicação na USP. Seus trabalhos acadêmicos, profissionais e literários tem sido reconhecidos e valorizados tanto no Brasil como no exterior através de conferências, publicações e exposições.

Suas pesquisas mais recentes apontam para questões fundamentais contemporâneas, conclamando uma reconceituação do animal diante do homem como um vivente detentor de direitos e co-participante nos sistemas ecopolíticos do planeta.



Rubens Matuck (São Paulo SP 1952)

Rubens Matuck é ilustrador, gravador, pintor, escultor, desenhista, designer gráfico e professor. Formou-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) em 1977. Frequentou ateliês de pintura com Aldemir Martins e Flexor; de gravura com Evandro Carlos Jardim e Renina Katz; e de escultura com Van Acker. Na década de 1980, completou sua formação com cursos de fotogravura com Thereza Miranda, de linguagem fotográfica com Cláudio Kubrusly, de fabricação de papel artesanal com Otávio Roth e de pintura a óleo com Jorge Mori. Entre 1968 e 1994, trabalhou como ilustrador para diversos jornais e revistas, como Última Hora, Jornal da Tarde, Folha da Tarde, O Estado de S. Paulo, Playboy, Visão, Exame, Cláudia, IstoÉ, entre outros.

Produziu logotipos, trabalhos de tipografia, além de ilustrações e capas para livros infantis. Em 1979, fundou a Editora João Pereira, em São Paulo, com Feres Lourenço Khoury, Luise Weiss e Rosely Nakagawa. Escreveu e ilustrou uma série de livros infantis, como O Cerrado, O Pantanal, A Amazônia (série de 1987), Tudo É Semente (1993, com Carlos Matuck), Plantando uma Amizade (1996) e Aldemir Martins (1999, com Nilson Moulin). Em 1993, recebeu o Prêmio Jabuti pela ilustração do livro infantil O Sapato Furado, de Mario Quintana.

Comentário crítico

A obra de Rubens Matuck se beneficia do aprendizado e da experiência com diferentes modalidades de expressão artística: pintura, aquarela, desenho, gravura e fotografia. A gravura, que ocupa papel destacado nessa produção, tem início em 1972. No trabalho observa-se a opção pelas técnicas diretas (como a ponta-seca), que prescinde de ácidos e de elementos mediadores entre o gesto, a madeira ou a chapa de metal. Em relação à obra gráfica, os críticos assinalam a precisão técnica do desenhista e a preocupação com a composição. As paisagens, figuras humanas e animais, como em Peixes, 1985/1987, anunciam preferências do artista, que também realiza retratos.

O interesse pelo Brasil - meio físico, tipos humanos e modos de vida - se manifesta cedo e dá origem a uma série de viagens pelo país, que passam a constituir o eixo central dessa obra. A cada viagem, um caderno (mais de 80 no total), em que são registrados topografias, morfologias, ecossistemas, plantas e animais de todo tipo. Nos roteiros traçados, o artista-viajante, de forte vocação etnográfica, recolhe e classifica o que encontra: sementes, folhas de árvores, fotos, escritos, brinquedos populares etc. E, como um bricoleur, constrói suas obras com o auxílio de técnicas diversas: aquarela, pastel, lápis de cor, fotografia. Os escritos completam os registros plásticos. Nesse sentido, nota-se uma continuidade entre as produções visual e literária, realizadas de modo paralelo e complementar, além de fortemente comprometidas com a educação e com a defesa do meio ambiente. Não por acaso, o público infantil é alvo privilegiado do trabalho formador e engajado de Rubens Matuck.



Carlos Matuck (São Paulo, 1958)

Os primeiros desenhos se deram no início dos anos 1970 com a utilização de grafite, pastel seco, nanquim, lápis de cor, canetas hidrográficas e colagens.

Não frequentou cursos específicos no início porque tinha dois professores em casa, seus irmãos mais velhos Artur e Rubens Matuck, artistas eles também.

Mais tarde, frequentou os cursos que Rubens dava em seu atelier, de modelo vivo, aquarela e técnicas de pintura.

Em 1977/78, estudou gravura em metal com Sérgio Fingermann.

Também nesta época, passou a frequentar o atelier de Feres Khoury e Luise Weiss, onde fez desenhos, gouaches, xilogravuras e monotipias.

E também aprendeu técnicas e história da fotografia com Kenji Ota e Rosely Nakagawa.

Por volta de 1977 conheceu Alex Vallauri, primeiro compartilhando pesquisas em comum com carimbos de borracha e xilogravuras, e logo depois saindo juntos para fazer graffiti nas ruas, utilizando estênceis.

Formou uma dupla com outro amigo artista, Waldemar Zaidler, que diversas vezes se transformava em um trio, com a presença de Vallauri.

Graffiti nas ruas, decorações em lojas e casas noturnas (de certa forma inaugurando este tipo de mercado em São Paulo), e diversas exposições (Como vai você Geração 80?, Galeria São Paulo, Galeria Thomas Cohn), levaram os três a receber convites individuais para representar o Brasil na XVIII Bienal Internacional de São Paulo em 1985.

Ainda no início dos anos 1980, começou a trabalhar com ilustração e artes gráficas, publicando desenhos na imprensa (Revistas Veja, Status e Playboy, jornal Folha de São Paulo) e trabalhos gráficos para as editoras Brasiliense, Círculo do Livro, Globo e Companhia das Letras.

Atualmente, trabalha em seu atelier com desenhos e pinturas (a herança de sua formação) e também com painéis e murais de grandes formatos (a herança dos graffiti). Estes últimos podem ser vistos em diversos lugares de São Paulo como em sedes do Sesc e Senac, Livraria Cultura e outros.

A partir de 2006 passou a frequentar residências para artistas realizadas na Dinamarca, Polônia, Alemanha e Japão. E organizou duas delas em São Paulo, em 2013 e 2015, reunindo artistas brasileiros e artistas daqueles mesmos países.



Miguel Angel Paladino (Buenos Aires, Argentina, 1947)

argentino residente no Brasil há muito tempo, estudou ciências sociais e pratica quase todas as artes, exceção feita da música. Em vista disso é pintor, artista gráfico, cenógrafo e amante dos momentos sublimes onde tudo isso tem chances de se realizar: as páginas de um livro, o palco do teatro ou o ambiente de uma exposição.

Miguel Angel Paladino, cenógrafo e artista gráfico

Miguel Paladino trabalha com pesquisa e documentação de cultura popular, animação e produção cultural, curadoria e montagem de exposições, artes gráficas e cenografia para dança e teatro.

Argentino residente no Brasil desde 1974, começou sua atividade profissional no SESC em 1975, na fábrica da Pompéia.

Entre 1980 e 1983 foi assistente de Lina Bo Bardi na produção e montagem das oficinas de criatividade e das exposições: Mil Brinquedos para a criança brasileira/Caipiras,Capiaus: pau-a-pique, Pinocchio, e na cenografia de Ubu em 1985.

Cenógrafo de Teledeum (Ornitorrinco) Uma noite e tanto (Fratelli) Sonho de uma noite de verão (Meceni); Despetalado Cabaret (Unicamp) Em torno de Villa-Lobos (Carlos Kater) e Noel Rosa ao entardecer (Flávio Bala).

De 1989 a 1990 foi diretor técnico do DARC (Departamento de Atividades Regionais da Cultura) e coordenou a criação das oficinas culturais de Bauru, Ribeirão Preto e São Carlos. .

Em 1999 rendeu homenagem ao centenário do escritor argentino Jorge Luis Borges com a exposição Labirintos no SESC vila mariana e na casa Brasil-França, no Rio de Janeiro.

Na Secretaria de Estado da Cultura, de 2002 a 2004, foi diretor executivo da Sociedade de Amigos do Museu da Imagem e do Som onde foi curador das exposições "Ecos do Século, 30 anos do MIS" e "Panoramas SP", aniversário da paulicéia desvairada.

Em 2004 realizou a performance multimídia JC 90 anos na Casa do Saber em tributo a Julio Cortázar de quem é admirador.

Em 2010 desenhou a Ocupação “Leminski, vinte anos em outras esferas” no Itaú Cultural e no mesmo ano a instalação Viva Leminski! No SESC Consolação, ambas com curadoria de Ademir Assunção.

Em 2011 produziu a museografia e ambientação da exposição “Marcas Registradas” no SESC Bom Retiro e em 2012 foi curador e designer da exposição “Borges, um escritor em seu labirinto” no SESC Consolação e da instalação Múltiplo Leminski no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

Esta exposição foi montada dez vezes em diferentes centros culturais nas cidades de Goiânia, Foz do Iguaçu, Salvador, Recife, Fortaleza, Rio, São Paulo, Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Cascavel.

No exterior foi montada na Casa de Latinoamérica em Lisboa, Portugal (maio de 2020), Embaixada Brasileira em Roma. (2021)

Curador residente de lamínima galeria desde 2015 onde realizou exposições e eventos regularmente, até 2022.

Em 2022 desenhou a expografia da exposição “E da negritude fez se a luz” com fotografias de Walter Firmo no Centro Cultural da Juventude.

Em 2023 foi designer da Exposição Fronteiras na ÍmãFotogaleria e do livro Revelando as fronteiras da Cidade (organizado por Vera Albuquerque).

Em 2024 desenha e monta a exposição Imagens Humanas de João Ripper na Imafotogaleria (em curso)

Em 2025 ministra oficina de lambe lambes na Festa Literaria de Paraty sobre a obra de Paulo Leminski (autor homenageado)

Desenho gráfico de “Fisica e Metafisica da Pintura” de Louis Cattiaux para a editora Laranja Original (no prelo)

Tem formação acadêmica em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e extensa experiência com grandes eventos, como a FLIP, em Paraty e os Encontros da ONU, em São Paulo.


janeiro 2026

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