SOBRE
Leya Mira Brander
São Paulo, SP, 1976
A artista teve seu primeiro contato com a arte no Liceu de artes e ofícios aos 14 anos, passando por aulas de desenho de observação, modelo vivo, aquarela e gravura.
No ano de 1994, entra na Faculdade Armando Álvares Penteado, onde se formou em educação artística.
Durante esse período, teve aulas com professores fundamentais para seu crescimento, como, Cláudio Mubarac, Nelson Leirner, Eduardo Brandão, José Spaniol, entre outros.
Esse último convidou a artista para uma exposição na Casa das Rosas, que se chamava United Artist, a primeira. A proposta era de um artista conhecido convidar um artista que ainda não havia participado de nenhuma mostra relevante.
A partir daí, fez algumas exposições individuais, tais como na Nova galeria e galeria Vermelho. Também várias coletivas, como a 28º Bienal Internacional de São Paulo e pelo mundo.
Seu trabalho é parte de acervos importantes, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo, IASPIS em Estocolmo, entre outros. Coleções particulares, José Olympio Pereira e Gilberto Chateaubriand. Após se formar, a artista foi convidada pela curadora Maria Lind a participar de uma residência de três meses em Estocolmo, onde teve a oportunidade de dedicar mais tempo à gravura em metal e em maior escala. Em 2017, teve um livro publicado sobre sua obra, a convite da curadora Sandra Checruski, Mil imagens, mil palavras.
Desde 2023, seu trabalho está disponível na Galeria Gravura Brasileira e em 2026 participa da exposição, Aquilo que o Tempo Dobra.
Sua obra consiste em uma pesquisa sobre a linguagem. A linguagem da gravura e a própria linguagem em si.
Partindo do desenho ou alguma imagem fotográfica e até mesmo símbolos universais, a artista junta tudo isso através da poesia. Sua pesquisa gira em torno das infinitas possibilidades de relacionar o que produz. Assim, suas impressões são únicas, não havendo interesse em produzir tiragens. Possuindo uma coleção de mais de centenas de matrizes, Leya durante sua vida, guarda as matrizes, assim como se guardasse momentos, sensações, experiências e sentimentos e os coloca lado a lado a cada nova impressão, resultando em uma surpresa em primeiro lugar, para a própria artista que só se revela no momento da impressão. Desde 2010 a artista apresenta obras tridimensionais, são caixas que nos convidam a observação das imagens em profundidade. O recorte dos planos nos leva a "entrar" no mundo das imagens.

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